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Obs.: A maior parte deste texto foi transcrito por um aficionado, de diversas fontes da internet sem indicação da autoria. De qualquer forma, já fazem parte do lugar comum dos assuntos relacionados à história do Xadrez.
Todos os relatos foram revisados pelo Prof. Sylvio Rezende, corrigindo algumas inadequações ou mesmo erros técnicos que poderiam dar uma falsa idéia conceitual (Como no caso de Peões trocados por peças ao chegar à última linha. O Peão não é trocado, mas promovido. O que é bem diferente). Também incluiu algumas notas e relatos frutos de suas pesquisas e deduções pessoais.
O Xadrez é um jogo muito antigo, e não existem relatos históricos comprobatórios sobre sua origem; podemos apenas determinar a época e o local onde este jogo surgiu, apenas por evidências constatadas por diversos pesquisadores.
Existem diversas versões sobre a origem do Xadrez:
Versão mais aceita: Originário da Índia.
Chaturanga, do sânscrito chatur, significa "quatro", e anga, significa "partes". Esse nome refere-se às quatro divisões dos exércitos da antiguidade - infantaria, cavalaria, carruagens e elefantes. O xadrez era então, claramente, um jogo de guerra. O uso da expressão sânscrita "quatro partes" também pode significar que em sua forma original o xadrez era jogado por quatro jogadores.
O chaturanga era jogado por 4 adversários, cada um com 8 peças: um rajá, um elefante, um cavalo, um navio e quatro infantes¹. Eles se correspondem atualmente ao rei, bispo, cavalo, torre e peões, respectivamente. A partida era jogada com dados e as peças valiam pontos quando capturadas: 5,4,3,2,1, na ordem acima citada. Depois os dados foram tirados, diminuiu-se a quantidade de jogadores para 2, que se posicionaram um defronte ao outro e as peças unificadas em cada jogador.
NOTA (¹): Essa relação entre as peças também oferece controvérsias, como por exemplo a questão de navios. Se o jogo era originário da Índia, provavelmente do Norte (por onde começou a civilização hindu) dificilmente haveria navios no exército de seu inventor (ou grupo de inventores), uma vez que a Índia, historicamente, não consta como dedicada à navegação. Por outro lado, navios usados como arma de combate, provavelmente teria sido uma adaptação já dos povos mediterrâneos, eles sim, grandes navegadores.
A palavra xadrez, em português, veio de diversas derivações: axadrez, enxadrez, acendreche, que originaram-se do sânscrito: chaturanga, no século XVI. As palavras ajedrez (espanhol), shatranj (árabe), chatrang (persa antigo), também tiveram sua origem deste mesmo termo sânscrito. A palavra italiana scacchi, a francesa échecs, e a inglesa chess, vêm da palavra árabe-persa shah (rei), que forma a expressão "shah mat" (o rei está morto; ou como conhecemos hoje, xeque-mate). Em alemão Schachspiel (jogo de xadrez), tendo Schach vindo da mesma origem que do italiano, francês e inglês.
O jogo expandiu-se para a China, Coréia, Japão e Russia, atingindo depois a Escandinávia, a Alemanha e a Escócia. O jogo é mencionado na literatura chinesa escrita por volta do ano 800. Só que a forma moderna que conhecemos hoje do chaturanga (xadrez) veio por outro intinerário. Segundo o poeta persa Firdusi, o jogo teria penetrado na Pérsia (hoje Irã) por volta do ano 531 a 579 a.C..
Da Pérsia para o mundo islâmico provavelmente entre 650 e 750, tendo seu nome alterado para chatrang e depois para shatranj, pelos árabes, que o tomaram dos persas, aproximadamente no ano 950 da era Cristã. Espalhando-se rápido pela Ásia e chegando à Europa durante as Cruzadas, cerca do séc. X e XI (Espanha, Itália, França, Escandinávia, Inglaterra). Nos séculos XV e XVI foram fixadas as regras atuais do jogo.
- O próprio Rei Arthur é cogitado como um dos possíveis inventores do jogo.
- E até mesmo a teoria de que foram os gregos no cerco à Tróia que o inventaram, possui defensores.
Existe uma versão que o Xadrez foi primeiramente inventado na China em 204-203 a.C. por Han Xin, um líder militar, para dar às suas tropas algo para fazer durante um acampamento de inverno².
A origem na Índia é a mais aceita, com o nome de chaturanga, sem data determinada, sabendo-se apenas que foi a muito tempo antes de Cristo.
A forma atual do xadrez internacional – também conhecida como xadrez ocidental ou xadrez ortodoxo, para distingui-lo do xiangqi (xadrez chinês), shogi (xadrez japonês) e outros jogos relacionados – permaneceu praticamente inalterada nos últimos 400 anos.
Jogos semelhantes ao Xadrez, existem a milhares de anos e estão representados inclusive em antigas tumbas egípcias, mas até hoje não foi possível estabelecer uma ligação concreta entre essas semelhanças e o jogo como o conhecemos.
- Outra versão, atribuída aos Árabes, que encontrei em Manual Prático de Xadrez de Frits Van Seters, p.11: De acordo com a lenda, o Xadrez teria sido inventado por Adão e Eva como um meio de distrair as idéias, após a morte de Abel.
Como repete aquele personagem do humor: “Há controvérsias!...”
Curiosidades!
No século XIX, a ascensão das rainhas Isabel II (Espanha) e Victória (Inglaterra), deu força à Rainha no Jogo de Xadrez. Hoje, a peça se movimenta quantas casas quiser e é a mais ofensiva do jogo. Mas não ameaça a supremacia do próprio Rei.
Outra peça que ganhou poder foi o Peão. Quando chega à ultima linha do lado adversário, pode ser promovido, sendo transformado por qualquer outra peça, exceto o Rei. A jogada reflete o pensamento liberal dos séculos XVIII e XIX, segundo o qual, qualquer pessoa podia subir na vida embora jamais pudesse se tornar rei.
NOTA (³): Sobre o atual nome das peças como as conhecemos hoje, é necessário compreender, que assim como os idiomas sofrem alteração quando assimilados por outro povo de língua e costumes diferentes, todas as demais “importações culturais”, também sofrem a interpretação modificadora da população de destino. No Brasil, a palavra football de origem inglesa transformou-se em futebol – mais adequado à língua portuguesa falada no Brasil – por sua vez, no mesmo Brasil, esta palavra muda foneticamente para “futebol” (S.Paulo) e “futibol” (Rio de Janeiro) com as respectivas influências em outros estados brasileiros. No mesmo futebol, temos keeper, goleiro, guarda-metas, etc. de acordo com o país em que o futebol é praticado. No Brasil, antes de se definir a palavra goleiro, já foi muito utilizada a designação “golkeeper”.
Da mesma forma, os costumes, as crenças, os jogos de um modo geral, quando assimilados por outro povo, sofrem modificações naturais de acordo com os costumes, idioma, crenças e até mesmo condições climáticas ou geográficas. O Handebol (de Handball) que inicialmente, quando criado na Alemanha para mulheres em um campo de futebol (o futebol na época era um “jogo para homens”), tornou-se tão interessante que logo foi assimilado pelos homens. Era jogado por 11 jogadores em um campo aberto,nas mesmas dimensões do campo de futebol. Expandindo-se das fronteiras germânicas, chegou à Suécia e lá, em função dos rigores do inverno escandinavo, foi modificado para ser jogado com 7 jogadores em lugar fechado e assim, nasceu o Handebol de Salão em quadra de 40m sobrepujando internacionalmente, o original de 11 jogadores que ao que parece, hoje em dia, só é praticado na Alemanha.
Voltando ao Xadrez:
Um jogo que se considerarmos a lenda mais aceita de Sessa ou Sissa originário da Índia, teria passado para os Persas de uma forma, sofrido alterações naturais devido a costumes, idioma e até religiões diferentes (a religião sempre influiu nos costumes dos povos). Dos persas para os Árabes e antes possivelmente (no período de Alexandre que conquistou a Pérsia e chegando ao norte da Índia), levado também para a Grécia e também modificado. Dos Árabes para o solo espanhol e novamente sofrendo novas modificações como as conhecemos hoje.
Agora, consideremos:
- Questão dos Navios – Como já afirmado acima, a Índia, jamais se notabilizou em sua História, como um povo dedicado à navegação. Principalmente de combate! Os navios, poderiam perfeitamente, sido incluídos por gregos, estes sim, grandes navegadores e depois para a Rússia. Por outro lado, a civilização hindu, teve suas origens no Norte, por montanheses do Afeganistão e se estendido pelas encostas do Himalaia, seguindo as linhas dos Rios Indo e Ganges predominantemente em regiões montanhosas. Como este povo poderia pensar em Navios num exército formado predominantemente em solo de montanhas?
- Hino às Armas, Rigveda (c. 1200-900 a.C.) – Façamos uma reflexão sobre o texto deste hino hindu e a época de sua prática:
“Com o arco, obtenhamos vacas, com o arco, vençamos a luta e as rudes batalhas com o arco. O arco aniquila o prazer do inimigo. Com o arco, conquistemos o mundo inteiro.
Rinchando violentamente, martelando o solo, os cavalos avançam à frente de todos os outros, com seus carros de guerra.
Pisoteando o inimigo com a ponta de seus cascos, eles destroem seus adversários sem jamais fraquejar.” { Atlas de história mundial (Atlas de l'histoire du monde) [tr., Ana Valeria Martins Lessa ...et all]. Rio de Janeiro: Reader's Digest Brasil, 2001}
Como podemos ver, existe uma forte referência ao arco e logo a seguir aos cavalos e carros de guerra. Houvessem navios, não deixariam de ser citados.
Os arqueiros, eram quase que obrigatórios como tropa de elite em todos os exércitos da Antigüidade, presentes inclusive, nos exércitos medievais.
Muito naturalmente, seriam peça natural e praticamente quase que obrigatória a ser introduzida em qualquer jogo de natureza militar.
Os cavalos idem! Assim como carros de guerra que por sua vez, pela necessidade natural de atravessar montanhas ou terrenos acidentados, seriam substituídos por elefantes como de fato ocorreu não só com exércitos hindús, como também usados pelo general cartaginês Aníbal, infligindo duras derrotas aos Romanos em suas batalhas. (Prof. Sylvio Rezende)
A Lenda de Sissa (ou Sessa)
Outra famosa lenda sobre o aparecimento do xadrez é a que o atribui a Sissa, filósofo indiano. Teria ele inventado o jogo de xadrez a fim de curar o tédio do enfastiado rei Kaíde. Como este lhe houvesse prometido a recompensa que desejasse, Sissa pediu um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro, dois pela segunda, quatro pela terceira, oito pela quarta e assim sucessivamente, dobrando a quantidade, até chegar na casa de número sessenta e quatro.
O rei ficou espantado perante um pedido que lhe pareceu tão humilde; e cedeu imediatamente à aparente insignificância da petição. Mas ... feitos os cálculos, verificou-se que todos os tesouros da Índia não eram suficientes para pagar a recompensa pedida.
O número de grãos que Sissa tinha pedido, corresponde à formula 2 elevado à (64 - 1), ou seja: 18.446.744.073.709.551.615.
Imagine que para contar de um até esse número ("um, dois, três", etc.) durante 24 horas por dia, e supondo que demorasse só um segundo para cada um dos números consecutivos seriam necessários 58.454.204.609 séculos, isto é, quase sessenta bilhões de séculos!
A Lenda de Caissa
Há milhares de anos atrás, Caíssa, uma jovem deusa estava tendo previsões de como seria o futuro. Pensando nisso, ela resolveu criar um jogo. O jogo criado parecia ser uma espécie de jogo de estratégia. Conseguia-se distinguir dando uma simples olhada que o jogo tratava de dois exércitos (Brancos e Negros) que tentavam matar uns aos outros. Cada exército era composto por 8 peões, 2 torres, 2 cavalos, 2 bispos, uma rainha e um rei.
Os peões receberam da deusa a habilidade de andar 2 casas na sua primeira caminhada, mas receberam uma maldição que os impossibilitou de matar os soldados adversários que estivessem na sua frente e deixando-os matar apenas soldados que estivem na sua diagonal.
As torres receberam a vida e a habilidade de poder fazer o roque, mas foram amaldiçoadas a só poderem andar na horizontal . O roque é quando seu rei pede defesa e anda duas casas para o lado em que a torre desejada estiver, e a mesma andar duas casas passando pelo rei e ficando ao seu lado.
Os cavalos receberam a habilidade de poder saltar por cima das muralhas inimigas ou das suas próprias muralhas, mas receberam a maldição de só poder locomover-se ou atacar, em “L”.
Os bispos foram empregados igualmente como no tempo da inquisição, mas desta vez eles não matam pessoas pela religião e sim pela cor. Devido a sua grande crueldade receberam a maldição de só poderem locomover-se ou atacar, na diagonal. A dama ou rainha foi feita como o espelho da deusa, sendo assim a mais poderosa de todo o jogo e a única que não recebeu nenhuma maldição. O rei foi criado para parecer iguais aos generais de guerra que logo iriam surgir. Sua inspiração aos generais é simples, pois os generais mandam soldados para a guerra sem a menor importância se eles irão retornar vivos. Uma maldição lhe foi lançada para impedir que ele se aproxime uma casa do rei adversário.
Depois de criado, a jovem deusa resolveu esconder seu jogo em algum lugar antes que seus pais o vissem e o destruíssem. Caíssa não sabia aonde seria um bom local para escondê-lo, então resolveu jogá-lo em qualquer lugar da Terra. O jogo foi lançado, e caiu na Índia. Quando os Indianos descobriram o jogo ficaram impressionados, tentaram jogá-lo de várias maneiras mas sempre havia uma discordância entre os jogadores. Certo dia resolveram fazer algumas regras que deviam ser respeitadas por qualquer um que o jogasse. Passaram-se muitos anos desde que Caíssa havia lançado o xadrez na Terra. Caíssa resolveu pegar seu jogo de volta e mostrá-lo para seus pais, mas quando soube que o jogo era muito conhecido e jogado ela resolveu proteger o jogo, deixando-o assim definitivamente na Terra.
NOTA: Como podemos observar facilmente, esta lenda da deusa Caissa, é posterior à sua entrada na Europa, uma vez que a Dama ou Rainha, somente surgiu, após a capitulação da Inquisição e dos reis de Espanha na tentativa de impedir a prática do jogo, pelo povo. Assim como o Roque, o salto do Peão, etc., bem mais recentes.
Sobre a Torre, podemos constatar mais uma incorreção, pois a Torre move-se sempre na horizontal ou na vertical e não apenas na horizontal como transcrito no texto. (Prof. Sylvio Rezende)
A origem do nome Caíssa
(Perguntado por alguém interessado em saber a origem do nome Caissa, Helder Câmara respondeu o seguinte:)
“ ...pergunta sobre Caíssa e quer saber de que mito ou cultura provém essa lendária figura tão citada e reverenciada por mim. Ou seja, ele quer uma resposta que até hoje ninguém conseguiu formular satisfatoriamente sobre uma das mais controversas questões da plurissecular história do xadrez.
Uma das mais interessantes passagens bíblicas descreve Jesus sendo indagado acerca dos impostos taxados pelos usurpadores romanos em Jerusalém. E Jesus, escandindo mais uma de suas divinas parábolas, separava com precisão as coisas do espírito e da matéria: “A Deus o que é de Deus; a César o que é de César”.
Há mais de 30 anos, eu publicava um opúsculo mensal intitulado Cadernos de Xadrez, que trazia no seu expediente – como uma espécie de subtítulo ou profissão de fé – uma paráfrase dessa bíblica citação: “A Deus o que é de Deus; a Sessa o que é de Sessa”.
Sessa, segundo a lenda, seria o filósofo brâmane que inventou o jogo de xadrez para distrair um entediado rajá. E o rajá, maravilhado, não aceitou a obstinada recusa de Sessa em ser agraciado e ordenou-lhe então que ele fizesse um pedido material, fosse qual fosse, capaz de recompensá-lo por tão espetacular invento.
Aqui há uma outra parábola velada e sutil: Sessa fez um pedido impossível de ser atendido, isto é, nada pode comprar, superar ou sequer se comparar ao universo ilimitado do jogo de xadrez.
Sessa pediu um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro, dois pela segunda, quatro pela terceira e assim sucessivamente, em ordem geométrica, até a 64ª e última casa do tabuleiro.
A quantidade de trigo que ele pedira era equivalente a um cinturão de três metros de espessura em volta do globo terrestre...
Com a demorada ocupação da península ibérica na Idade Média pelos árabes, que nessa época dominavam amplamente o incipiente xadrez mundial (o jogo de Sessa, a arte de Sessa), o nome indiano de Sessa sofre uma ligeira mas significativa transformação para Sissa. De Sissa para Cissa é um senão ortográfico. Depois, quem sabe alguma influência saxônica e eis então uma questão fonética, o c convertido em k, kissa. E assim, de corruptela em corruptela, vamos encontrar finalmente o nome, agora feminino, de nossa deusa suprema – Kaíssa.
O árbitro internacional e autor enxadrístico Pablo Morán publicou na revista Ocho x Ocho (junho de 1989) um artigo pretendendo explicar a origem do nome Caíssa.
“Na verdade, não é uma deusa clássica, mas sim uma criação do final do século 18, sem parentesco algum com as divindades olímpicas consagradas pela Mitologia”, ele diz. E após tecer algumas considerações sobre as nove musas filhas de Zeus e Mnemósine, ele situa a criação da jovem musa Caíssa no ano de 1772.
Morán explica então que Sir William Jones (1746-1794), famoso orientalista inglês, quando ainda era estudante em Oxford, publicou nesse ano de 1772 um poema intitulado Caíssa – data em que esse nome aparece pela primeira vez.
No poema, Jones descreve Caíssa como uma encantadora dríade (ou ninfa) que vive nos bosques da Trácia, correspondente a um sítio na Grécia Antiga onde hoje é a Bulgária, na região do Maritza e Tunya.
Depois de Jones, um outro inglês, jogador e periodista Petter Pratt, registrou o nome Caíssa no seu livro Studies of Chess, publicado em Londres, 1803. Posteriormente, mais um autor inglês, George Walker, fez o mesmo em seu Chess and Chessplayers (Londres, 1950). Depois disso, o nome Caíssa adquiriu enorme popularidade nos países de língua inglesa.
Na França, a popularidade do nome Caíssa deveu-se principalmente aos artigos escritos sobre o tema por La Bourdonnais, Mery, Saint Aimant e outros na La Palamède, que foi a primeira revista do mundo dedicada ao xadrez.
Entre a desocupação mourisca da Espanha (1492) e o poema de Jones (1772), passaram-se quase três séculos, mas não se pode esquecer que muitos nomes permaneceram indelevelmente na cultura dos povos.
É oportuno lembrar também que a Espanha, depois de 1492, continuou durante muito tempo como o maior centro enxadrístico do mundo. Por exemplo, Paul Morphy (1837-1884) era descendente direto de espanhóis, assim como José Raul Capablanca (1888-1942). Só depois (Século 20) é que apareceram os eslavos.
Ou será que o nome Caíssa caiu do céu? Se caiu do céu, então deve ter sido para abençoar o lar do meu amigo santista e exímio enxadrista, Dr. Roberto Assumpção, que com sensibilidade e discernimento, batizou uma de suas filhas com o nome de Caíssa. Além da homenagem à deusa de nossa arte, Assumpção simplesmente adotou um nome raro e belíssimo de que a sua filha sempre poderá se orgulhar.”
(HC – in Dário Popular, 25.07.1998) NOTA: Esse texto de Helder Câmara me foi enviado por Serafim Silva, um de meus melhores colaboradores. (Prof. Sylvio Rezende)
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